As primeiras fábricas de chapéus em Sorocaba
A indústria de chapéus foi uma das pioneiras em Sorocaba. Em 1841, o alemão Simão Razzl fundou a primeira fábrica do setor, tendo como colaboradores Pedro José Senger e João Knippel.
Anos depois, o húngaro Antônio Rogick, nascido em Budapeste em 1821 e radicado em Sorocaba desde 1844, abriu sua própria fábrica de chapéus em 1848, localizada na esquina da atual rua Leopoldo Machado com a XV de Novembro. O negócio foi posteriormente adquirido pelo inglês John Heinrich Adams, genro do Barão de Mogi Mirim, que modernizou a produção e, em 1887, aboliu definitivamente o trabalho escravo em sua fábrica.
Cervejas, licores e aguardente: a expansão das bebidas
- 1879 – Augusto Boemer inaugura uma das primeiras fábricas de cerveja da cidade, vendendo a garrafa por 600 réis.
- 1884 – A empresa De Faust e Schimming, já estabelecida em São Paulo, passa a fabricar licores em Sorocaba.
- Ao redor da cidade, surgem engenhos de aguardente, como os de Fernando Martins França (Caguaçú), Antônio Madureira e Souza (Itapeva) e José Cozzetti.
Móveis e a chegada do encanamento de água
Imigrantes alemães e seus descendentes se destacaram na fabricação de móveis, com Peter Der como o maior produtor de camas da região.
Em 1886, a cidade ganhou seu primeiro sistema de encanamento de água, com três chafarizes: na Praça da Matriz (atual Praça Coronel Fernando Prestes), no Largo do Rosário e em Santo Antônio. O projeto foi liderado pelo vereador Coronel Nogueira Padilha, com apoio dos empresários Speers e Oetterer.
A abolição da escravidão em Sorocaba
Embora a abolição nacional tenha sido celebrada na noite de 13 de maio de 1888, a liberdade dos escravos em Sorocaba já havia sido assinada em duas reuniões da Câmara Municipal, realizadas em 25 de dezembro de 1887 e 06 de janeiro de 1888.
Fonte: Memória Histórica sobre Sorocaba/USP